Pra minha saudade maior

Eu preciso dos seus conselhos nada sábios e pouco lúcidos e por isso detesto muito que você esteja tão longe e que não possa me abraçar agorinha. Tenho vontade de te odiar porque sou egoísta e queria que você tivesse sido louca e ficado no Brasil. Queria que você tivesse mudado pra cá, que você não tivesse respeitado o tempo que pedi pra nossa amizade. Queria que você tivesse me forçado a ser menos racional. Ou emotiva, sei lá. Queria você aqui pra dizer: eu sabia. Pra rir da minha miséria, pra me dar um tapa na cara e me fazer levantar e tomar um café pra não esquecer que a vida também é amarga. Pra me arrancar de perto da estante, pra sacudir os meus lençóis, tão cheios de lembranças. Queria você aqui com cara de zangada me segurando a vassoura e me mandando colocar ordem na casa. Queria você para dizer que vai passar e que vai ser mais rápido com as nossas risadas. Quero que você desfaça todos esses nós e segure a caixa de lenços. Mas que também me mande parar e me diga que eu sou horrorosa quando choro.E quero que ria da minha cara vermelha e me chame de rena. Quero tua insanidade de quem conhece o lado desconfigurado e que acha lindo ser tão intenso. Quero aqui comigo a única pessoa que verdadeiramente sempre me entendeu e que segurou a minha mão quando tudo parecia ser uma grandessíssima merda. Trate de se materializar, Thais, que a minha matéria anda frágil demais sem você. 

1 Rompendo o asfalto:

Janaína de Souza Roberto disse...

Como somos egoístas, não? Talvez fosse mais fácil se tivessemos em mãos um controle pra voltar algumas cenas da vida.
Gostei muito do post e do blog.

Um abraço,
Nina

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