pelo lado de dentro.

Penduro a bolsa, arranco os sapatos. No caminho do banheiro as palavras soam tontas e descompassadas. É você. Eu olho para o telefone uma última vez antes de entrar no chuveiro. Talvez um banho quente e calmo me ajude a lavar a angústia. Uma tentativa frustrada, no entanto. Secar o cabelo de repente parece uma boa solução para evitar a agonia. Não me importa a posição do vento; a ventania em mim leva meu raciocínio lógico.

É que as últimas imagens ainda estão na minha mente. E o desejo de ter ficado é enorme. O calor dos teus dedos na minha mão ainda está aqui. Às vezes acho que não sei lidar com saudade.

Ligo a tv, mas não me importo com o canal. O celular toca e por um segundo o sorriso me extravasa. Não é você, mas eu me distraio por alguns minutos. Amigos são como flores em tempo de ditadura.

Ligo o computador e me convenço que uma mensagem pro dia seguinte é o melhor que eu posso fazer. Então o telefone toca. Eu sei que só pode ser você e o meu peito parece poema com vida própria. E ainda que meu corpo reaja tão violentamente, por dentro eu sou toda paz.




1 Rompendo o asfalto:

lívia disse...

tem nada pior que esperar uma resposta amorosa. às vezes me dá tanto medo que prefiro adiar ler aquele e-mail que ele me enviou pro dia seguinte

(qual seu usuário no twitter? me hackearam e tive que recriar a conta... perdi muita gente que eu seguia/me seguia)

Seguidores