tua.


Pára e presta atenção.
Escuta o som
acelerado
descompassado
que a tua sede das palavras
me provoca.
Percebe no movimento
que vem dos meus quadris
e desliza
pelas partes que acolhem
teu corpo.
Toca.
Põe teus dedos em mim
e sente a umidade
do calor que você me
causa.
Aceita a minha imensidão
no ritmo que te apraz
e vê
que nessa língua
não importam
os sentidos e as explicações.

E com os pensamentos
e o corpo trêmulos
eu me penso
e me digo que
se eu fosse tua,
não parava e
drenava até sua última
gota.
Mas e se sou tua e não sei?
E se à noite,
me entrego para você,
no teu toque,
na tua mente
no calor do teu cobertor
ou no escuro do banheiro?

0 Rompendo o asfalto:

Seguidores